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Telas são o problema? Estudos mostram como cérebro de crianças se desenvolve ao assistir desenhos

Pesquisas publicadas na PLOS Biology e na revista Pediatrics mostram que o tipo de conteúdo importa mais do que o tempo de tela em si

Por Sofia Volpi
09/05/2026
Em Geral
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Foto: Vika Glitter

Foto: Vika Glitter

Pesquisas científicas indicam que o impacto dos desenhos animados no desenvolvimento infantil depende principalmente do tipo de conteúdo assistido, e não apenas do tempo em frente à tela.

Os efeitos variam radicalmente entre animações educativas e de entretenimento.

Um estudo publicado na revista PLOS Biology pela Universidade de Rochester acompanhou crianças entre 4 e 11 anos por meio de ressonância magnética funcional enquanto assistiam episódios do programa educativo Vila Sésamo.

O resultado foi direto: quanto mais a atividade cerebral da criança se assemelhava à de adultos durante o programa, melhor ela se saía em testes de matemática e QI verbal.

A conclusão dos pesquisadores foi que conteúdos educativos bem estruturados ativam circuitos neurais ligados à linguagem, ao raciocínio lógico e à memória de longo prazo. 

Quando a tela prejudica

O outro lado da pesquisa é igualmente claro. Um estudo experimental da Universidade da Virgínia, publicado na revista Pediatrics, testou crianças de 4 anos após apenas 9 minutos de um desenho animado acelerado e fantasioso.

Elas apresentaram desempenho significativamente pior em tarefas de função executiva do que crianças que assistiram a conteúdo educativo ou simplesmente desenharam.

A função executiva reúne habilidades como atenção, memória de trabalho, controle de impulsos e resolução de problemas. Portanto, trata-se exatamente do conjunto de capacidades que sustenta o desempenho escolar e o comportamento social nas primeiras infâncias.

Outro estudo, publicado no periódico científico PMC com 126 crianças de 4 a 7 anos, reforçou os dados: desenhos de entretenimento, com ritmo acelerado e elementos fantasiosos intensos, reduziram o controle inibitório e a flexibilidade cognitiva das crianças logo após o consumo.

Os desenhos educativos, contudo, não produziram esse mesmo efeito negativo.

O que os pais podem fazer

A revisão científica publicada no periódico ScienceDirect analisou múltiplos estudos e chegou a uma conclusão prática: o conteúdo adulto assistido perto de bebês é especialmente prejudicial ao desenvolvimento da linguagem e do brincar.

A recomendação geral orienta limitar desenhos de entretenimento acelerado especialmente em crianças menores de 7 anos.

Conteúdos com ritmo natural, personagens reais ou semi-reais e narrativas que desenvolvem causa e consequência favorecem a maturidade neural.

Vila Sésamo e programas similares seguem como referência nas pesquisas justamente por combinar esses elementos de forma consistente ao longo de décadas de produção e validação científica.

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Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura, colunista.

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